Temos andado algo inactivos, devido à manifesta falta de disponibilidade dos colaboradores deste espaço. Pedimos desculpa por isso, mas tratando-se de um projecto 100% amador, existem ainda muitas situações que passam à frente da gestão do blogue.
Temos estados afastados da inserção de artigos contudo não temos andado afastados da realidade desportiva.
Destacamos dois factos fortes que quanto a nós traduzem o total desnorte desta federação, e não o dizemos com especial felicidade ou gosto.
Em finais de Dezembro num evento organizado pela Associação de Andebol de Braga observamos Henrique Torrinha, actual dirigente da FAP, a referir que a correr desta forma existiam competições que corriam o sério risco de não chegarem ao fim por falta de verbas. Referindo mesmo que "o campeonato nacional da I Divisão pode parar já em Janeiro". "A Federação está há três meses sem apoios e com um endividamento na ordem dos 300 mil euros, esgotou os seus recursos e não pode mais assumir despesas, sobretudo, no que diz respeito às deslocações das equipas às ilhas"
Sabemos que existe aqui também falha do governo que retarda o pagamento, contudo se para a federação esta verba é assim tão vital que possa mesmo colocar em causa o seu devido funcionamento, então questionamos.
Para que foi feito um estágio no verão passado com a selecção A no Brasil, em que nós fomos disputar o torneio com uma equipa de 3ºplano? Dado que estamos sem dinheiro para que foi feito agora um estágio na Suécia, com todos os custos agregados?
Acreditamos que a nível competitivo seja mais interessante jogar contra uma Suécia do que uma outra selecção de 3ªnivel, contudo se o dinheiro escasseia é preciso maior ponderação. Isto porque certamente quem pagará isto serão os clubes, ou através do aumento de multas por parte do conselho de disciplina ou através do aumento das inscrições para a próxima época. Isto é básico…
Até que ponto estão os clubes dispostos a pagar tudo isto. Um seleccionador que se consta ganhar cerca de 13.000€, estágios algumas vezes marcados fora do planeamento designado. Estágios no Brasil, Suécia, etc. Tudo isto terá que levar uma volta, caso contrario algum dia vai estoirar.
E não adianta mandar umas bocas a ver se o governo ouve, porque se não houver estratégia coerente e objectiva não há milagres. Pode-se adiar o problema mas não se resolve o mesmo.
No livro de Luis Santos em dada altura é referido que o mesmo cancelou uma participação de Portugal num evento importante por manifesta falta de verbas. Não queremos que chegue a este ponto, mas é necessária maior ponderação nas despesas. Para que aquilo que se diz tenha coerência com aquilo que se faz.
Se calhar era interessante alguém da sua confiança ler esse mesmo livro.